A Espinha Dorsal da Programação Neurolinguística

A ESPINHA DORSAL DA PNL

Se quiser mesmo perceber o que é a Programação Neurolinguística (PNL) e a forma como atua na mudança pessoal, precisa de experienciá-la. Embarcar num dos cursos e fazer o processo. Fazer o processo significa participar com empenho, abertura e sinceridade, compreender os mecanismos subjacentes às técnicas e conferir os resultados na vida quotidiana. 99% dos participantes dos nossos cursos concluem o percurso com um balanço bastante positivo dos resultados observados. Toda a teoria acaba por ser integrada de forma natural.

Este é o caminho de muitas das pessoas que estão curiosas em relação à PNL. E há os que necessitam de mais informações teóricas.

Há aquelas pessoas que preferem, ou necessitam de uma abordagem mais teórica, cognitiva ou intelectual do que é a PNL, antes de se lançarem nesta aventura. ”Eu não tenho tempo para perder” dizia-me um psicólogo no outro dia. ”Preciso de perceber mais especificamente o que vou aprender ou fazer em cada um dos tópicos do programa. Preciso de saber o que posso fazer e resolver com os métodos e técnicas que anunciam.” Eu percebi e pensei: no lugar dele eu também estaria inquieta. Então, ao invés de explicar-lhe o programa em pormenor, decidi falar do que é a minha visão da PNL, sobretudo no que a diferencia das outras abordagens, particularmente, da psicologia mais tradicional.

A diferença mais chocante é o fato de a PNL intervir ao nível da estrutura do pensamento e da subjectividade humana, ao invés de explorar o conteúdo de cada caso. Quer isto dizer que não é necessário que o cliente ou o aluno relate aquilo que considera o seu problema. Basta definir a sua natureza, como por exemplo, “eu tenho um conflito com uma pessoa da minha família/trabalho e isto me incomoda muito”; ou “cada vez que tenho de executar determinadas tarefas, sinto-me irritado e eu gostaria de mudar isto”; ou mesmo “eu tenho fobia a X ou Y e quero deixar de ter essa reacção”. A partir destas informações, caso seja ecológico para o sistema individual dessa pessoa, podemos levá-la a produzir a mudança mais adequada, a partir de estruturas/técnicas específicas.

Essas estruturas e técnicas têm fundamento em alguns Princípios e Pressupostos da PNL, os quais têm sido sistematicamente comprovados pela neurociência nas duas últimas décadas. O pressuposto mais destacado é “O mapa não é o território”. Este conceito, originário da Semântica Geral, foi desenvolvido por Korzibski em 1934. A PNL pegou neste conceito e alargou-o, dando-lhe aplicação prática. Tem a ver com o fato de a representação que tudo o que captamos através dos nossos sentidos, é recriado na nossa mente através do sentido que lhe atribuímos. Esse sentido, por sua vez, é produzido através de filtros como as nossas crenças, valores, memórias, vivências e tudo o que já integramos até esse momento, a nível consciente e inconsciente. Isto significa que quando processamos a informação e criamos uma Representação Interna (pensamento e memória) do que captamos, ela apenas reflecte a nossa interpretação pessoal daquilo que costumamos chamar “realidade”.

Como essa Representação Interna influencia diretamente o estado emocional, bem como a linguagem verbal e não-verbal, podemos concluir que interfere com o nosso comportamento, com cada uma das nossas ações e, portanto, com os resultados que obtemos e a nossa qualidade de vida.

A PNL pode operar tanto sobre os filtros (valores, crenças, convicções, memórias, metaprogramas), como intervir diretamente sobre a Representação Interna (sobre a forma e estrutura do pensamento e não sobre o conteúdo) ou ainda, sobre a linguagem verbal e/ou sobre a linguagem corporal.

Pode, assim, ser uma ferramenta poderosa para mudar crenças, limpar valores de afastamento, descondicionar estados negativos, condicionar estados mais favoráveis, mudar hábitos, entre outras.

Hoje, o conceito “O mapa não é o território” é muitas vezes vulgarizado por estudiosos das neurociências, com exemplos divertidos e curiosos através de vídeos e imagens. No entanto, a informação, por si só, não chega para provocar um grande alargamento de consciência e operar a nível terapêutico e de evolução pessoal.

Nesse momento o meu amigo psicólogo, com larga experiência, já estava mais que esclarecido e decidiu que vai valer a pena aprofundar os seus conhecimentos nesta área, experimentando a PNL na prática.

Abordamos aqui um dos aspectos essenciais da espinha dorsal da PNL . Ainda há vários outros princípios e pressupostos a explorar para que tenha uma visão mais ampla. Fique atento para mais artigos sobre este tema.

No nosso curso Practitioner InPNL vai não só aprender os conceitos da PNL, como integrá-las na sua profissão e na sua vida pessoal.

2018-11-28T09:30:04+00:00

About the Author:

Luzia Wittmann
Fundadora e Diretora Geral do In-PNL. Participou como Trainer em mais de 70 Certificações de PNL e em inúmeros workshops e formações InCompany em Portugal, Brasil, Angola, Moçambique e EUA. Master Trainer e Master Practitioner em PNL, formada diretamente pelos criadores da PNL, e principais seguidores. Fellow Trainer da IA-NLP – The International Association for NLP. Formação em áreas relacionadas como Constelação Sistémica, Coaching, Psicologia Junguiana, Hipnose Ericksoniana (Stephen Gilligan), entre outras. Pratica Tai Chi e Chi Kung há 20 anos.