A magia da PNL

A MAGIA DA PNL

Tal como Alice descobre o País das Maravilhas depois de cair na toca do coelho, quem encontra a chave da sua própria mente, descobre a magia de um novo universo.

A maior fonte de prazer e sofrimento humano não está no mundo exterior, mas na forma como cada pessoa vê, ouve e sente cada situação da vida. O que sentimos tem mais a ver com o significado que atribuímos ao que acontece, do que com os factos em si. Um exemplo disso, que todos experimentamos no dia a dia, é a constatação de que um deslize de alguém com quem convivemos (filhos, colegas…) pode provocar compreensão e paciência hoje e, no dia seguinte, a mesma situação pode provocar irritação e impaciência, só porque estamos chateados com algo que nada tem a ver com o acontecimento em causa.

Isto acontece porque a qualidade do nosso comportamento é condicionada pelo estado interno, a emoção presente no momento, independentemente da causa que está na origem desse estado.

E tudo isto é fácil de compreender. O que todos querem saber é “como é que se faz isso? Como e que se muda um estado de repente? Eu não quero estar irritado, de mau humor ou triste, mas até passar a outro estado, já fiz muitas coisas de que me arrependo.”

Será necessário um passe de magia para manter o melhor estado interno em cada situação?Talvez. E é aqui que entra a magia. A magia de usar o sistema neurológico com as chaves e ferramentas próprias.

Um dos pressupostos da PNL diz que Todas as pessoas já têm todos os recursos de que precisam para serem bem-sucedidas. Esclareço que por recursos entendemos estados internos como confiança, segurança, autoestima, entusiasmo, motivação, etc. Em algum contexto todos nós temos ou já tivemos um comportamento que emana desses recursos.

No outro dia uma aluna disse que não se sentia confiante em nenhuma situação e por isso evitava certos desafios. Como eu sabia que ela é casada e tem filhos, perguntei-lhe se ela cozinhava com frequência em casa e se cozinhava bem. Ela disse que sim e admitiu que até tinha uma boa mão para a cozinha. Então perguntei-lhe se se sentia segura e confiante no resultado e nas suas capacidades quando cozinhava. Sorriu e acenou que sim com a cabeça. A partir desta sensação pudemos criar um condicionamento neuro-associativo de forma que ela pudesse recuperar aquela confiança noutras situações. Dias depois relatou-me que, na seguinte reunião de direção na empresa onde trabalha, esteve muito mais confiante e teve um desempenho 80% melhor do que nas anteriores.

Esse condicionamento neuro-associativo, que em PNL chamamos âncoras, é apenas um aproveitamento de uma característica comum a todos os mamíferos, como Pavlov conferiu com a sua famosa experiência.

Mudar um estado num estalar de dedos é afinal fácil, desde que conheça as regras do jogo e desenvolva a capacidade de observar-se a si mesmo.

Uma forma simples de utilizar uma âncora é observar aquelas que já possui. Se quiser sentir entusiasmo, por exemplo, lembre-se de quando esteve realmente entusiasmado – um golo, uma vitória pessoal, uma promoção… – faça o mesmo gesto que fez na altura e diga as mesmas palavras com o mesmo tom de voz. Observe como se sente.

Utilize esta técnica quando estiver numa situação desafiante e observe a diferença no seu desempenho. Experimente e aproveite a oportunidade. Esta forma de lidar com os estados internos é uma das chaves para o sucesso.

Quem se atreve a limar a chave que encaixa na fechadura da sua mente, descobre a magia de viver o dia a dia com qualidade e realização.

2018-11-28T09:28:37+00:00

About the Author:

Luzia Wittmann
Fundadora e Diretora Geral do In-PNL. Participou como Trainer em mais de 70 Certificações de PNL e em inúmeros workshops e formações InCompany em Portugal, Brasil, Angola, Moçambique e EUA. Master Trainer e Master Practitioner em PNL, formada diretamente pelos criadores da PNL, e principais seguidores. Fellow Trainer da IA-NLP – The International Association for NLP. Formação em áreas relacionadas como Constelação Sistémica, Coaching, Psicologia Junguiana, Hipnose Ericksoniana (Stephen Gilligan), entre outras. Pratica Tai Chi e Chi Kung há 20 anos.